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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Patronos da JMJ 2013 RIO DE JANEIRO


PATRONOS DA JMJ 2013

Nossa Senhora Aparecida
(Protetora da Igreja e das Famílias)



Biografia

No ano 1717, três pescadores, ao lançarem a sua rede para pescar nas águas do rio Paraíba, encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Devido aos muitos milagres realizados e aumento da devoção foi proclamada padroeira do Brasil em 1930 e anos depois foi erguida, em sua homenagem, uma grande basílica que acolhe milhões de peregrinos todos os anos. A JMJ a invoca como Protetora da Igreja e das famílias!

Oração

Mãe de Deus e Senhora minha, rogai incessantemente por minha família que hoje consagro a vós! Amém.


São Sebastião
(Soldado e Mártir da Fé)



Biografia

Sebastião preferiu a fidelidade a Cristo a toda e qualquer honra civil e militar e, por esse motivo, foi expulso dos quadros do exército e morto na perseguição de Diocleciano no ano 300. Vemos destacar-se na vida do Santo a sua valentia e amor ao Senhor Jesus. A JMJ o invoca como Soldado e mártir da fé!

Oração
Que vossa intercessão alcance-me a graça de obedecer mais a Deus do que aos homens, tornando-me um soldado de Cristo. Amém.


Santo Antônio de Santana Galvão
(Arauto da Paz e da Caridade)



Biografia

Nasceu em Guaratinguetá em 1739. Da família com grandes recursos e possibilidades, renunciou a tudo e ingressou na ordem Franciscana. Pregador da paz e da caridade com palavras e obras, tornou-se modelo de entrega. Seus milagres começaram ainda em vida, distribuindo pílulas feitas por suas próprias mãos, que geravam grandes curas. O invocamos como arauto da paz e da caridade!

Oração

Intercedei para que, a vosso exemplo, eu promova a paz e a caridade em todos os momentos de minha vida. Amém.


Santa Teresa de Lisieux
(Padroeira das Missões)



Biografia

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu na França, em 1873. Aos 15 anos, entrou num Mosteiro Carmelita, lugar onde viveu com humildade, simplicidade sua plena confiança em Deus. Foi proclamada padroeira das missões em 1927, por seu profundo desejo de ser missionária e sua disposição de oferecer tudo pelo bem dos demais. A JMJ a invoca como Padroeira das missões!

Oração

Concedei-me, por vossa intercessão, o ardor missionário para levar Jesus a todos os povos! Amém.


Beato João Paulo II
(Amigo dos Jovens)



Biografia

O Papa João Paulo II, o Grande, foi o criador da Jornada Mundial da Juventude em 1984. Considerado como o Papa dos jovens esforçou-se no diálogo com eles e convidou-os a reconhecer o seu lugar e missão dentro da Igreja. Seu pontificado foi duradouro e ajudou a conduzir os cristãos, tendo como base as inspirações do Concilio Vaticano II. Lutou até o último momento de sua vida compartilhando conosco sua felicidade de entregar-se totalmente a Cristo e à Virgem Maria. O invocamos como amigo dos Jovens!

Oração

Confio-me a vossa intercessão a fim de viver sinceramente a amizade com Cristo e com os irmãos. Amém.


INTERCESSORES

Santa Rosa de Lima
(Fiel à vontade de Deus!)


Biografia

Isabel Flores nasceu em Lima, Peru, no ano 1586. Foi apelidada de Rosa pela beleza de seu rosto. Foi a primeira santa do continente americano e se destacou de maneira especial por sua intensa vida de oração e penitência. Experimentou muitas dificuldades em sua vida e, diante delas, soube manter uma extraordinária serenidade, imitando a Cristo pobre e crucificado. Pedimos sua intercessão para que sejamos fiéis à vontade de Deus!

Oração

Auxiliai-me na busca da fidelidade aos planos de Deus para minha vida. Amém.


Beato Pier Giorgio Frassati
(Amor Ardente aos pobres e a Igreja)


Biografia

Nasceu em Turim, em 06 de abril de 1901, e ao nascer, apresentava deficiências respiratórias, por isso foi imediatamente batizado. Revelou-se um amigo dos pobres, vendo neles o próprio Cristo. Com 18 anos inscreveu-se na Confraria do Rosário de Pollone e na Conferência de São Vicente de Paulo. Sempre amou os humilhados, dedicando a sua vida a fazer-lhes bem. Seu coração foi destinado aos outros. Nós o reconhecemos como alguém que ardentemente amou os pobres e a Igreja.

Oração

Intercedei por mim para que, nas muitas escolhas da vida, eu dê preferência ao serviço de amor a Deus e aos irmãos! Amém.


Beata Chiara Luce Badano
(Toda entregue a Jesus)


 Biografia

Nasceu em Sassello, Italia, no ano 1971. Aos 10 anos de idade vive uma experiência forte de encontro com Deus que muda a sua vida e a de seus pais. Desde este momento decide viver com radicalidade o Evangelho, buscando amar a todos aqueles que a rodeiam. Aos 18 anos lhe diagnosticam um tumor ósseo. Vive com grande valentia cada uma das etapas de sua dolorosa doença. Nós a invocamos pela sua entrega total a Jesus!

Oração

Ajudai-me a vencer os desafios próprios da juventude para que minha vida seja entregue sem reservas a Jesus Cristo. Amém.


Beato Frederico Ozanam
(Servidor dos mais pobres!)


 Biografia

Nascido em Milão, Itália, cresceu em um ambiente de profundo espírito de caridade, sobretudo pelo exemplo de seus pais. Apaixonado pelas questões existenciais e espirituais dedicou-se ao estudo da filosofia, de onde encontrou argumentos para sustentar o compromisso social dos católicos. Morreu em 1853, aos 40 anos, deixando o precioso legado das Conferências Vicentinas e a certeza de ter feito a vontade de Deus em sua vida. Nós o invocamos como servidor dos mais pobres.

Oração

Pela vossa intercessão, possamos viver a verdadeira partilha em favor dos mais necessitados e no auxílio aos que sofrem. Amém.


Beato Adílio Daronch
(Amigo de Cristo)



Biografia

Nasceu em outubro de 1908 em Dona Francisca, em uma família de modestas condições numa isolada localidade no interior do Brasil. Desde pequeno gostava muito de rezar e ajudar nas missas. Aos dezesseis anos morreu assassinado, juntamente com o Pe. Manuel Gómez González, por obra de alguns revolucionários que encontraram na estrada durante uma viagem para visitar as comunidades cristãs mais distantes. Nós o invocamos por sua forte amizade com Cristo!

Oração

Que a exemplo de vossas virtudes, sejamos recebidos entre os amigos de Cristo, nesta vida e na que há vir! Amém.


Santa Teresa de Los Andes
(Contemplativa de Cristo)



Biografia

Nasceu no Chile no ano 1900. A partir dos 6 anos participava, quase diariamente da Santa Missa. Sua constância na Eucaristia revela sua sede interior de encontrar-se com Cristo. Muitos dizem que antes de entrar no Carmelo, aos 17 anos, já vivia uma vida Santa que atraía as almas para Deus. Sempre foi consciente de que a sua oração e sacrifício eram capazes de melhorar e purificar o mundo. Hoje no seu túmulo encontramos a sua frase: “O amor é mais forte”. Pedimos a sua intercessão para que aprendamos a ser contemplativos de Cristo!

Oração

Ajudai-me a encontrar em minha alma o desejo de adorar e glorificar a Jesus sem cessar. Amém!


Beato José de Anchieta
(Apóstolo do Brasil)



Biografia

Nasceu em 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário ao Brasil. Foi ordenado sacerdote em 1566 e ocupou o cargo de superior de comunidades e provincial de toda a missão no Brasil, trabalho que foi realizado com grande sabedoria e segurança. Faleceu no ano 1597 e recebeu o qualificativo de “apóstolo do Brasil”. Nós, jovens da JMJ Rio 2013, o invocamos do mesmo modo!

Oração

Que por vosso exemplo, possamos multiplicar os frutos da ação missionária em nosso país. Amém.


Beato Isidoro Bakanja
(Martir do Escapulário)



Biografia

Isidoro nasceu em torno de 1890, em Bokendela, no Congo. De vida muito pobre trabalhou já na infância como lavrador no campo. Seu batismo, em 1906, foi a partir do seu encontro com missionários carmelitas que doaram a ele um rosário e o escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Muito devoto da Virgem Maria, alegremente rezava e cantava enquanto trabalhava. Uma vez, impedido de fazê-lo, decide abandonar seu posto, mas sem acolher o mandato de abandonar os sinais visíveis de sua fé. Foi chagado em suas costas com açoites e morre por não resistir aos ferimentos. Nós o invocamos como mártir do escapulário.

Oração

Que a exemplo de vossa fé, sejamos fortalecidos diante das adversidades da vida e entregues à proteção da Virgem Maria, nossa Mãe. Amém.


Beata Irmã Dulce
(Embaixadora da Caridade!)



Biografia

Nasceu em 1914 em Salvador e desde jovem demonstrou um profundo espirito de caridade. Destacou-se pela perseverança e o esforço por dar atenção aos doentes e teve como princípio nunca fechar a porta a uma pessoa necessitada de sua ajuda. Ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Fundou associações e inaugurou colégios e hospitais. Nós a invocamos como Embaixadora da Caridade!

Oração

“Anjo bom do Brasil” intercedei por nós para que sejamos capazes de partilhar alegremente os bens recebidos com os irmãos mais necessitados. Amém.


São Jorge
(Combatente contra o Mal!)


 Biografia

Segundo tradição da Igreja, foi um militar do Império Romano no tempo de Diocleciano. Converteu-se ao Cristianismo e, por esse motivo, foi torturado e decapitado. Desde o século IV, foi venerado em toda a Igreja como mártir de Cristo. A tradição o apresenta como quem enfrenta o dragão, simbolizando a fé firme. Alguém que triunfa sobre a força do maligno. O invocamos como combatente do mal!

Oração

Que por vosso exemplo, sejamos fortalecidos na fé e corajosos diante das ações do maligno, aguardando a vitória que vem de Cristo. Amém.


Beata Laura Vicuña
(Mártir da Pureza!)


 Biografia

Nasceu no Chile, em 1891. Aos 10 anos de idade fez a sua Primeira Comunhão e, a partir deste momento, fez o propósito de amar a Deus com todas as suas forças. Esforça-se por tornar a Jesus conhecido e por reparar as ofensas contra Ele. Vendo a sua mãe em situação de pecado, ofereceu sua vida em troca de sua conversão. Foi tomada por uma grave enfermidade e chamada à presença de Deus aos 12 anos. Invocamos sua intercessão como mártir da pureza!

Oração

Obtende as graças de que necessito e ajudai-me a aderir com o coração puro e doce à vontade do Pai. Amém.


Santo André Kim e Seus Companheiros
(Mártires da Evangelização!)


Biografia
No início do séc. XVII a fé cristã chegou pela primeira vez à Coréia. Um grupo fervoroso contava com a direção espiritual do Padre André Kim, primeiro presbítero dessa comunidade. Em 3 perseguições entre os anos 1839 e 1866 morreu junto a outros 102 companheiros mártires, consagrando com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja coreana. Os invocamos como mártires da evangelização!

Oração

Rogai incansavelmente por mim, para que eu esteja sempre unido a Cristo e seja perseverante na fé, pois quero levar a verdade a todas as nações. Amém.


Beata Albertina Berkenbrock
(Virtuosa nos valores evangélicos!)


Biografia

Nasceu em Santa Catarina em abril de 1919. Aos 12 anos de idade foi assassinada porque quis preservar a sua pureza. O martírio e a consequente fama de santidade se espalharam rapidamente. Foi uma menina que cultivou uma grande sensibilidade em sua relação com Deus e com o seu próximo. Nós a invocamos como virtuosa nos valores evangélicos!

Oração

Conquistai, em nosso favor, a alegria de perseverarmos no caminho da vivência dos valores do Evangelho. Amém.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Católico não pode ser espírita!


Vou começar este assunto com uma charge para que cada um pense bem a respeito disso. :)
Deus abençoe a todos que lerem, propaguemos nossa fé sempre!
Adm Gui Morais

NÃO FIQUE EM CIMA DO MURO! DECIDA-SE PELA SUA FÉ! :)

Por que o Católico não pode ser Espírita?
Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma. Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.

O católico não pode ser espírita porque:

1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.
2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.

3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.
4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.

5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.
6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.

7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.
8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.

9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral.
O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.

10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra.
O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.

11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado.O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.

12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.
13. O espírita nega esse augusto mistério.

14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo.
O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).

15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo.
O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

16. O católico crê que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma.
O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um "alambique para purificar o espírito".

17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos.
O espírita faz desta evocação uma nova religião.

18. O católico crê na existência de anjos e demônios.
19. O espírita afirma que não há anjos, mas espíritos evoluídos e que eram homens; que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

20. O católico crê que Jesus é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
21. O espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

22. O católico crê também que Jesus é verdadeiro homem, com corpo real e alma humana.
Grande parte dos espíritas afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

23. O católico crê que Maria é a Mãe de Deus, Imaculada e assumpta ao céu.
O espírita nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria.

24. O católico crê que Jesus veio para nos salvar, por sua Paixão e Morte.
O espírita afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e de modo obscuro; e que cada pessoa precisa remir-se a si mesma.

25. O católico crê que Deus pode perdoar o pecador arrependido.
O espírita afirma que Deus não pode perdoar os pecados sem que se proceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

26. O católico crê nos Sete Sacramentos e na graça própria de cada Sacramento.
O espírita não aceita nenhum Sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

27. O católico crê que o homem vive uma só vez sobre a Terra e que desta única existência depende a vida eterna.
28. O espírita afirma que a gente nasce, vive, morre e renasce, e progride continuamente (reencarnação).

29. O católico crê que após esta vida exista o céu e o inferno.
30. O espírita nega, pois crê em novas reencarnações.

Professor Felipe Aquino

sábado, 3 de março de 2012

Boa Tarde Irmãos e Irmãs, Deus os Abençoe


Hoje estava pensando a respeito das facilidades e sobre o uso da internet, das comunidades virtuais e do seu uso. Me alegra muito ver que existe sim uma movimentação que vai contra as tendencias atuais que tentam minar a vida de nós Cristãos, com o que há de pior no mundo secular.
Gostaria de partilhar, pois sei que muita gente nunca leu este documento do Santo Padre, e tenho fé e certeza de que é o mínimo para entendermos um pouco mais como usar, e o que usar na internet, e como sermos Cristãos verdadeiros fazendo bom uso desta maravilha que é a Internet.
Espero que seja esclarecedor e interessante para muitos.
Um grande abraço do seu irmão em Cristo, Gui Morais!




PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
IGREJA E INTERNET





I
INTRODUÇÃO
1. O interesse da Igreja pela Internet constitui uma particular expressão do seu antigo interesse pelos meios de comunicação social. Considerando os meios de comunicação como o resultado do processo histórico-científico, mediante o qual a humanidade foi « progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado »,1 a Igreja tem declarado com frequência a sua convicção de que eles são, em conformidade com as palavras do Concílio Vaticano II, « maravilhosas invenções técnicas » 2 que já contribuem em grande medida para ir ao encontro das necessidades humanas e podem fazê-lo ainda mais.
Desta forma, a Igreja tem feito uma abordagem fundamentalmente positiva dos meios de comunicação.3 Mesmo quando condenam os abusos sérios, os documentos deste Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais têm-se esforçado por esclarecer que « uma atitude de pura restrição ou de censura por parte da Igreja... não resulta suficiente nem apropriada ».4
Citando a Carta Encíclica Miranda prorsus (1957), do Papa Pio XII, a Instrução Pastoral sobre os meios de comunicação social Communio et progressio, publicada em 1971, sublinhou que: « A Igreja encara estes meios de comunicação social como “dons de Deus” na medida em que, segundo a intenção providencial, criam laços de solidariedade entre os homens, pondo-se assim ao serviço da Sua vontade salvífica ».5 Este continua a ser o nosso ponto de vista e esta é a visão que temos acerca da Internet.
2. Na opinião da Igreja, a história da comunicação humana parece-se com uma longa peregrinação, que leva a humanidade « desde o projecto de Babel, baseado no orgulho, que acabou na confusão e incompreensão recíproca a que deu origem (cf. Gn 11, 1-9), até ao Pentecostes e ao dom de falar diversas línguas, quando se dá a restauração da comunicação, baseada em Jesus, através da acção do Espírito Santo ».6 É na vida, morte e ressurreição de Cristo, « é em Deus feito Homem, nosso Irmão, que se encontra o fundamento e o protótipo da comunicação entre os homens ».7
Os modernos meios de comunicação social constituem factores sociais que têm um papel a desempenhar nesta história. Como o Concílio Vaticano II salienta, « ainda que haja que distinguir cuidadosamente o progresso terreno e o crescimento do Reino de Cristo », contudo « este progresso tem muita importância para o Reino de Deus, na medida em que pode contribuir para uma melhor organização da sociedade humana ».8 Considerando os meios de comunicação social a esta luz, observamos que eles « contribuem eficazmente para unir e cultivar os espíritos, e propagar e afirmar o reino de Deus ».9
Hoje, isto é válido de forma especial no que se refere à Internet, que está a contribuir para promover transformações revolucionárias no comércio, na educação, na política, no jornalismo e nas relações transnacionais e interculturais — mudanças estas que se manifestam não só no modo de os indivíduos se comunicarem entre si, mas na forma de as pessoas compreenderem a sua própria vida. Num documento associado a este, intitulado Ética na Internet, abordamos estas questões na sua dimensão ética.10 Aqui, consideramos as implicações da Internet para a religião e, de maneira especial, para a Igreja católica.
3. A Igreja tem uma finalidade dúplice em relação aos mass media. Um dos aspectos consiste em encorajar o seu progresso correcto e a sua justa utilização para o desenvolvimento, a justiça e a paz da humanidade — para a edificação de uma sociedade a níveis local, nacional e comunitário, à luz do bem comum e num espírito de solidariedade. Considerando a grande importância das comunicações sociais, a Igreja procura « um diálogo honesto e respeitador com as pessoas responsáveis pelos meios de comunicação » — um diálogo que diz respeito, em primeiro lugar, à formação da política das comunicações.11 « Este diálogo implica que a Igreja se esforce por compreender os mass media — os seus objectivos, estruturas internas e modalidades — sustenha e encoraje os que neles trabalham. Baseando-se nesta compreensão e sustento, torna-se possível fazer propostas significativas em vista de afastar os obstáculos que se opõem ao progresso humano e à proclamação do Evangelho ».12
Contudo, a solicitude da Igreja também se refere à comunicação na e pela própria Igreja. Esta comunicação é mais do que um simples exercício na técnica, porque « encontra o seu ponto de partida na comunhão de amor entre as Pessoas divinas e na sua comunicação connosco », e é na realização da comunhão trinitária que « alcança a humanidade: o Filho é o Verbo, eternamente “pronunciado” pelo Pai; em e mediante Jesus Cristo, Filho e Verbo que se fez homem, Deus comunica-se a si mesmo e a sua salvação às mulheres e aos homens ».13
Deus continua a comunicar-se com a humanidade através da Igreja, portadora e guardiã da sua revelação, confiando unicamente ao seu ofício do ensinamento vivo a tarefa de interpretar a sua palavra de maneira autêntica.14 Além disso, a própria Igreja é uma communio, uma comunhão de pessoas e de comunidades eucarísticas que derivam da comunhão com a Trindade e nela se reflectem;15 por conseguinte, a comunicação pertence à essência da Igreja. Mais do que qualquer outro motivo, esta é a razão pela qual « a prática eclesial da comunicação deve ser exemplar, reflectindo os padrões mais elevados de verdade, credibilidade e sensibilidade aos direitos humanos e a outros importantes princípios e normas ».16
4. Há três décadas, a Instrução Pastoral Communio et progressio frisou que « os modernos meios de comunicação social dão ao homem de hoje novas possibilidades de confronto com a mensagem evangélica ».17 O Papa Paulo VI, por sua vez, afirmou que a Igreja « viria a sentir-se culpada diante do seu Senhor »,18 se não lançasse mão destes instrumentos de evangelização. O Papa João Paulo II definiu os mass media como « o primeiro areópago dos tempos modernos », declarando que « não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta “nova cultura”, criada pelas modernas comunicações ».19 Realizar isto é ainda mais importante nos dias de hoje, não apenas porque os meios de comunicação actuais influenciam fortemente sobre aquilo que as pessoas pensam acerca da vida mas também porque, em grande medida, « a experiência humana como tal se tornou uma experiência vivida através dos mass media ».20
Tudo isto diz respeito à Internet. E não obstante o mundo das comunicações sociais « possa às vezes parecer separado da mensagem cristã, ele também oferece oportunidades singulares para a proclamação da verdade salvífica de Cristo a toda a família humana. Considerem-se... as capacidades positivas da Internet de transmitir informações religiosas e ensinamentos para além de todas as barreiras e fronteiras. Um auditório tão vasto estaria além das imaginações mais ousadas daqueles que anunciaram o Evangelho antes de nós... Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo! ».21

II

OPORTUNIDADES E DESAFIOS


5. « As comunicações que se realizam na Igreja e pela Igreja consistem principalmente no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. É a proclamação do Evangelho como palavra profética e libertadora, dirigida aos homens e às mulheres do nosso tempo; é o testemunho prestado, face a uma secularização radical, à verdade divina e ao destino transcendente da pessoa humana; é, perante os conflitos e as divisões, a tomada de posição pela justiça, em solidariedade com os crentes, ao serviço da comunhão entre os povos, as nações e as culturas ».22
Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, actualmente a Igreja precisa de compreender a Internet. Isto é necessário a fim de que ela possa comunicar-se eficazmente com os indivíduos — de modo especial com os jovens — que se encontram mergulhados na experiência desta nova tecnologia, e também em ordem a fazer bom uso da mesma.
Os mass media oferecem importantes benefícios e vantagens, sob uma perspectiva religiosa: « Eles transmitem notícias e informações acerca de eventos, ideias e personalidades religiosas: servem como veículo para a evangelização e a catequese. Todos os dias oferecem inspiração, encorajamento e oportunidades de culto a pessoas confinadas na própria casa ou em instituições ».23 Contudo, para além e acima disto, existem também alguns benefícios mais ou menos peculiares da Internet. Ela oferece às pessoas um acesso directo e imediato a importantes recursos religiosos e espirituais — livrarias grandiosas, museus e lugares de culto, os documentos do ensinamento do Magistério, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja, assim como a sabedoria religiosa de todos os tempos. Ela tem a impressionante capacidade de ultrapassar a distância e o isolamento, levando os indivíduos a entrarem em contacto com as pessoas de boa vontade que nutrem os mesmos interesses e que participam nas virtuais comunidades de fé para se encorajarem e auxiliarem umas às outras. Mediante a selecção e a transmissão de dados úteis, através deste meio de comunicação, a Igreja pode prestar um importante serviço tanto aos católicos como aos não-católicos.
A Internet é relevante para muitas actividades e programas da Igreja — a evangelização, incluindo a reevangelização e a nova evangelização, e a obra missionária tradicional ad gentes, a catequese e outros tipos de educação, notícias e informações, apologética, governo e administração, assim como algumas formas de conselho pastoral e de direcção espiritual. Não obstante a realidade virtual do espaço cibernético não possa substituir a comunidade interpessoal concreta, a realidade da encarnação dos sacramentos e a liturgia, ou a proclamação imediata e directa do Evangelho, contudo pode completá-las, atraindo as pessoas para uma experiência mais integral da vida de fé e enriquecendo a vida religiosa dos utentes. Ela também oferece à Igreja formas de comunicação com grupos específicos — adolescentes e jovens, idosos e pessoas cujas necessidades as obrigam a permanecer em casa, indivíduos que vivem em regiões remotas e membros de outros organismos religiosos — que, de outra forma, podem ser difíceis de alcançar.
Actualmente, um crescente número de paróquias, dioceses, congregações religiosas e instituições ligadas à Igreja, programas e organizações de todos os tipos recorrem efectivamente à Internet para estas e outras finalidades. Nalguns lugares, já existem projectos criativos financiados pela Igreja, tanto a nível nacional como regional. A Santa Sé tem sido activa neste sector já há vários anos e continua a crescer e a desenvolver a sua presença na Internet. Grupos ligados à Igreja, que ainda não deram passos decisivos para entrar no espaço cibernético, são encorajados a considerar a possibilidade de o fazer quanto antes. Recomendamos vivamente o intercâmbio de ideias e de informações acerca da Internet, entre aqueles que já têm experiência neste campo e os principiantes.
6. A Igreja também precisa de compreender e de usar a Internet como instrumento para comunicações internas. Isto exige que tenha claramente em vista a sua especial característica de instrumento de comunicação directo, imediato, interactivo e participativo.
O carácter interactivo e bilateral da Internet já está a ofuscar a antiga distinção entre aqueles que comunicam e os destinatários da comunicação,24 e a dar forma a uma situação em que, pelo menos potencialmente, cada um pode desempenhar ambas as funções. Já não se trata da comunicação unilateral e vertical do passado. Dado que um número cada vez maior de pessoas adquire familiaridade com esta característica da Internet noutros sectores da sua vida, é provável que recorram à mesma também para aquilo que diz respeito à religião e à Igreja.
A tecnologia é nova, mas a ideia não. O Concílio Vaticano II afirmou que os membros da Igreja deveriam apresentar aos seus pastores « as suas necessidades e os seus desejos, com a liberdade e confiança próprias de filhos de Deus e irmãos em Cristo »; com efeito, em conformidade com o conhecimento, a competência ou a posição que ocupam, os fiéis não são apenas aptos, mas às vezes obrigados a « manifestar o seu parecer no que se refere ao bem da Igreja ».25 A Instrução Pastoral Communio et progressio evidenciou o facto de que, como « corpo vivo », a Igreja « tem necessidade de uma opinião pública para alimentar o diálogo entre os seus membros ».26 Embora as verdades da fé « não possam... ser deixadas à interpretação arbitrária », a mesma Instrução Pastoral observou que é « muito vasto o campo em que o diálogo, no interior da Igreja, se deve desenvolver ».27
Ideias análogas são expressas pelo Código de Direito Canónico,28 assim como pelos documentos mais recentes do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.29 A Instrução Pastoral Aetatis novae denomina a comunicação bilateral e a opinião pública como um « meio de realizar concretamente o carácter de communio da Igreja ».30 De resto, também a Instrução Pastoral Ética nos meios de comunicação social declara: « Uma corrente bilateral de informação e de pontos de vista entre os pastores e os fiéis, a liberdade de expressão sensível ao bem-estar da comunidade e ao papel do Magistério na promoção do mesmo, e a opinião pública responsável constituem importantes expressões do “direito [fundamental] ao diálogo e à informação no seio da Igreja” (Aetatis novae, 10; cf. também Communio et progressio, 12) ».31 A Internet oferece um meio tecnológico efectivo para a realização desta visão.
Então, eis aqui um instrumento que pode ser posto criativamente em prática nos vários aspectos da administração e do governo. Além de abrir canais para a expressão da opinião pública, referimo-nos a actividades como a consulta dos especialistas, a preparação dos encontros e a prática da colaboração nas e entre as Igrejas particulares e os institutos religiosos a níveis local, nacional e internacional.
7. A educação e a formação constituem outra área de oportunidade e de necessidade. « Hoje, todos precisam de algumas formas de educação mediática permanente, mediante o estudo pessoal ou a participação num programa organizado, ou ambos. Mais do que meramente ensinar técnicas, a formação mediática ajuda as pessoas a formarem padrões de bom gosto e de verdadeiro juízo moral, um aspecto da formação da consciência. Através das suas escolas e programas de formação, a Igreja deve oferecer uma educação mediática deste género ».32
No que diz respeito à Internet, a educação e o treinamento devem constituir uma parte dos programas compreensivos de formação a respeito dos meios de comunicação, disponíveis para os membros da Igreja. Na medida do possível, os programas pastorais para as comunicações sociais deveriam prever esta preparação no contexto da formação dos seminaristas, sacerdotes, religiosos e pessoal leigo comprometido na pastoral, assim como dos professores, dos pais e dos estudantes.33
Particularmente os jovens precisam de ser ensinados, « não só a comportarem-se como verdadeiros cristãos, quando são leitores, ouvintes ou espectadores, mas também a saber utilizar as possibilidades de expressão desta “linguagem total” que os meios de comunicação põem ao seu alcance. Sendo assim, os jovens serão verdadeiros cidadãos desta era das comunicações sociais, de que nós conhecemos apenas o início » 34 — uma era em que os mass media são vistos como « parte de uma cultura ainda em desenvolvimento, cujas plenas implicações ainda são compreendidas imperfeitamente ».35 Assim, a formação sobre a Internet e as novas tecnologias exige muito mais do que o ensino das técnicas; os jovens têm necessidade de aprender como agir correctamente no mundo do espaço cibernético, discernir os juízos de acordo com critérios morais sólidos a respeito daquilo que nele encontram e lançar mão das novas tecnologias para o seu desenvolvimento integral e o benefício dos outros.
8. A Internet apresenta à Igreja também alguns problemas singulares, para além e acima das questões de natureza geral, abordadas em Ética na Internet, o documento associado a este.36 Embora se evidencie aquilo que é positivo acerca da Internet, é importante esclarecer o que não o é.
A um nível muito profundo, « às vezes o mundo dos mass media pode parecer indiferente e até mesmo hostil à fé e à moral cristãs. É assim, em parte porque a cultura dos meios de comunicação está imbuída de maneira tão profunda de um sentido tipicamente pós-moderno, que a única verdade absoluta é a aquela segundo a qual não existem verdades absolutas ou que, se elas existissem, seriam inacessíveis à razão humana e portanto se tornariam irrelevantes ».37
Entre os problemas específicos apresentados pela Internet encontra-se a presença de sites que instigam ao ódio, destinados a difamar e a atacar os grupos religiosos e étnicos. Alguns deles estão orientados contra a Igreja católica. Assim como a pornografia e a violência nos mass media, os sites da Internet que propugnam o ódio « evidenciam a componente mais torpe da natureza humana decaída pelo pecado ».38 Não obstante o respeito pela livre expressão possa exigir a tolerância, até a um determinado ponto, mesmo em relação às manifestações de ódio, a auto-regulamentação por parte da indústria — e, onde for necessário, a intervenção da autoridade pública — deveria estabelecer e aplicar limites razoáveis para aquilo que se pode dizer.
A proliferação de web sites que se definem a si mesmos como católicos cria um problema de tipo diferente. Como dissemos, os grupos ligados à Igreja deveriam estar activamente presentes na Internet; além disso, os indivíduos e os grupos não oficiais, bem intencionados e rectamente informados, que agem por sua própria iniciativa, são também encorajados a estar presentes na Internet. Mas é pelo menos desconcertante não distinguir as interpretações doutrinais excêntricas, as práticas devocionais idiossincrásicas e as colocações ideológicas que se identificam como « católicas », das posições autênticas da Igreja. A seguir, sugerimos uma abordagem desta questão.
9. Algumas outras problemáticas exigem uma reflexão séria. No que lhes diz respeito, agora encorajamos a investigação e o estudo contínuos, inclusivamente com « a elaboração de uma antropologia e uma verdadeira teologia da comunicação » 39 — com referência específica à Internet. Naturalmente, além do estudo e da pesquisa, pode e deve fomentar-se um programa pastoral específico para a utilização da Internet.40
Um dos campos de investigação diz respeito à hipótese de que a vasta gama de opções relativas aos produtos e serviços de consumo, disponíveis na Internet, pode ter um efeito excessivo sobre a religião e encorajar uma abordagem « consumista » no que se refere à fé. Os dados indicam que alguns utentes que visitam os web sites religiosos podem vir a encontrar-se numa espécie de liquidação, seleccionando e escolhendo elementos religiosos uniformizados que correspondam aos seus gostos pessoais. A « tendência que alguns católicos têm, de ser selectivos no seu apego » aos ensinamentos da Igreja, constitui um problema reconhecido noutros contextos;41 temos necessidade de mais dados para saber se, e até que ponto, este problema é exacerbado pela Internet.
Analogamente, como se quis observar precedentemente, a realidade virtual do espaço cibernético apresenta algumas implicações preocupantes, tanto para a religião como para outros sectores da vida. A realidade virtual não substitui a Presença Real de Cristo na Eucaristia, a realidade ritual dos outros sacramentos e o culto compartilhado no seio de uma comunidade humana feita de carne e de sangue. Na Internet não existem sacramentos; e até mesmo as experiências religiosas nela possíveis pela graça de Deus, são insuficientes, dado que se encontram separadadas da interacção do mundo real com outras pessoas na fé. Este é outro aspecto da Internet que exige o estudo e a reflexão. Ao mesmo tempo, os projectos pastorais deveriam pensar em como orientar as pessoas no espaço cibernético para a verdadeira comunidade e como, através do ensino e da catequese, a Internet pode vir a ser utilizada em ordem a apoiá-las e a enriquecê-las no seu compromisso cristão.
III
RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÃO
10. As pessoas religiosas, assim como os membros solícitos do auditório mais vasto da Internet, que também têm os seus interesses pessoais legítimos e especiais, querem participar no processo que levará ao desenvolvimento futuro deste novo instrumento de comunicação. É supérfluo dizer que isto, às vezes, há-de exigir que corrijam o seu próprio modo de pensar e de agir.
É inclusivamente importante que as pessoas, a todos os níveis da Igreja, lancem mão da Internet de maneira criativa, para assumirem as responsabilidades que lhes cabem e para ajudarem a Igreja a cumprir a sua missão. Na perspectiva das inúmeras possibilidades positivas apresentadas pela Internet, não é aceitável hesitar timidamente, por medo da tecnologia ou por algum outro motivo. « Os métodos de melhoramento das comunicações e do diálogo entre os seus membros podem reforçar os vínculos de unidade entre eles. O acesso imediato à informação torna-lhe [para a Igreja] possível aprofundar o seu diálogo com o mundo contemporâneo... a Igreja pode mais prontamente informar o mundo sobre o seu credo e explicar as razões da sua posição sobre cada problema ou acontecimento. Ela pode escutar mais claramente a voz da opinião pública e estabelecer uma discussão contínua com o mundo em seu redor, “para assim se envolver mais imediatamente” na busca comum da solução dos problemas mais urgentes da humanidade” (cf. Communio et progressio, 114) ».42
11. Por conseguinte, ao concluirmos estas reflexões, oferecemos palavras de encorajamento a vários grupos em particular — aos líderes da Igreja, ao pessoal comprometido no campo da pastoral, aos educadores, aos pais e especialmente aos jovens.
Aos líderes da Igreja. As pessoas que ocupam lugares de liderança, em todos os sectores da Igreja, precisam de compreender os mass media, de aplicar esta compreensão na elaboração de planos pastorais para as comunicações sociais,43 juntamente com políticas e programas concretos nesta área, e de fazer um uso apropriado dos mass media. Onde for necessário, eles mesmos deveriam receber uma formação no campo das comunicações; com efeito, « a Igreja seria bem servida, se um maior número de pessoas que ocupam cargos e desempenham funções no nome dela fossem formados em comunicação ».44
Isto é válido tanto para a Internet como para os meios de comunicação mais antigos. Os líderes da Igreja têm o dever de lançar mão « do [pleno] potencial da “era do computador” para servir a vocação humana e transcendente do homem e para dar assim glória ao Pai, de quem vêm todas as coisas boas ».45 Eles devem empregar esta tecnologia surpreendente em muitos aspectos diferentes da missão da Igreja explorando, ao mesmo tempo, as oportunidades para a cooperação ecuménica e inter-religiosa no seu uso.
Como pudemos observar, em certos casos um aspecto singular da Internet diz respeito à proliferação confusa de web sites não oficiais que se definem a si mesmos como « católicos ». Um sistema de certificação a níveis local e nacional, sob a vigilância dos representantes do Magistério, pode ser útil no que tange aos dados de natureza especificamente doutrinal ou catequética. Aqui, não se tem a intenção de impor uma censura, mas de oferecer aos utentes da Internet uma guia fidedigna no que se refere à posição autêntica da Igreja.
Ao pessoal comprometido no campo da pastoral. Os sacerdotes, diáconos, religiosos e operadores leigos no campo da pastoral deveriam ser formados no campo dos mass media, para aumentar a sua compreensão acerca do impacto das comunicações sociais sobre os indivíduos e a sociedade, e para os ajudar a adquirir uma forma de comunicar que transmita uma mensagem às sensibilidades e aos interesses das pessoas na cultura dos mass media. Hoje, isto naturalmente inclui a sua formação sobre a Internet e a descoberta do modo como devem usá-la no trabalho que lhes é próprio. Eles podem recorrer também aos web sites que oferecem actualizações teológicas e conselhos pastorais.
Quanto ao pessoal directamente comprometido nos meios de comunicação, é quase supérfluo dizer que devem dispor de um treinamento profissional. Contudo, eles precisam também de uma formação doutrinal e espiritual, uma vez que, « para dar testemunho de Cristo é necessário fazer a sua descoberta e cultivar uma relação pessoal com Ele através da oração, da Eucaristia e do sacramento da reconciliação, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do estudo da doutrina cristã e mediante o serviço prestado ao próximo ».46
Aos educadores e catequistas. A Instrução Pastoral Communio et progressio abordou o tema do « dever urgente » que as escolas católicas têm, de formar os comunicadores e os utentes dos meios de comunicação social nos princípios cristãos relevantes.47 Esta mesma mensagem foi repetida muitas vezes. Na era da Internet, com o seu alcance e impacto surpreendentes, hoje a necessidade é mais urgente do que nunca.
As universidades, os colégios, as escolas e os programas educativos católicos, a todos os níveis, deveriam oferecer cursos para os vários grupos — « seminaristas, sacerdotes, religiosos, religiosas ou animadores leigos... professores, pais e estudantes » 48 — assim como uma formação mais avançada em tecnologia das comunicações, administração, ética e questões políticas, destinados aos indivíduos que se estão a preparar para o trabalho profissional no campo dos mass media ou para cargos decisórios, e inclusivamente às pessoas que, pela Igreja, desempenham várias funções nas comunicações sociais. Além disso, recomendamos os temas e os assuntos acima mencionados à atenção dos estudiosos e dos investigadores em disciplinas relevantes nos institutos católicos de ensino superior.
Aos pais. Por amor dos filhos, assim como por amor de si mesmos, os pais devem « adquirir e praticar a capacidade de discernir os espectadores, ouvintes e leitores, agindo como modelos de um uso prudente dos mass media em casa ».49 No que concerne à Internet, os filhos e os jovens têm com frequência mais familiaridade com este instrumento do que os seus próprios pais; não obstante, os pais têm a séria obrigação de orientar e vigiar sobre o uso que os seus filhos fazem da Internet.50 Se isto significa ter que aprender mais acerca dela do que já sabem até agora, isto será muito bom.
A vigilância dos pais deveria prever também o recurso à tecnologia dos filtros, a usar nos computadores disponíveis para os filhos, quando isto for financeira e tecnicamente possível, em ordem a protegê-los na medida do possível contra a pornografia, as ameaças sexuais e outras insídias. Não se deveria permitir o uso da Internet desprovido de um controle. Os pais e os filhos devem dialogar em conjunto sobre aquilo que se vê e se experimenta no espaço cibernético. Neste caso, o dever fundamental dos pais consiste em ajudar os seus filhos a tornar-se judiciosos, utentes responsáveis e não dependentes da Internet, negando o contacto com os seus coetâneos e com a própria natureza.
Às crianças e aos jovens. A Internet é uma porta aberta para um mundo maravilhoso e fascinante, dotado de uma poderosa influência formativa; não obstante, nem tudo o que se encontra do outro lado desta porta é seguro, sadio e verdadeiro. « As crianças e os jovens devem abrir-se à formação concernente aos mass media, resistindo ao caminho fácil da passividade desprovida de critérios, à pressão dos coetâneos e à exploração comercial ».51 Do bom uso da Internet os jovens são devedores a si mesmos — e aos seus pais, famílias, amigos, pastores, professores e, em última análise, ao próprio Deus.
A Internet põe ao alcance dos jovens, cuja idade é inusitadamente precoce, uma imensa capacidade de fazer o bem e também o mal, tanto para si mesmos como para os outros. Ela pode enriquecer a sua vida para além dos sonhos das gerações que os precederam e torná-los capazes, por sua vez, de enriquecer a vida do próximo. Mas ela pode também mergulhá-los no consumismo, na fantasia pornográfica e violenta, e no isolamento patológico.
Como já se disse muitas vezes, os jovens são o futuro da sociedade e da Igreja. O bom uso da Internet pode ajudar a prepará-los para as suas responsabilidades em ambos estes campos. Todavia, isto não acontecerá automaticamente. A Internet não é apenas um meio de divertimento e de gratificação consumista. Ela é um instrumento para a realização do trabalho útil, e os jovens devem aprender a observá-la e a utilizá-la como tal. No espaço cibernético, pelo menos na mesma medida que em qualquer outro lugar, eles podem ser chamados a navegar contra a corrente, a praticar o contraculturalismo e até mesmo a ser perseguidos por amor àquilo que é verdadeiro e bom.
12. A todas as pessoas de boa vontade. Então, finalmente gostaríamos de sugerir algumas virtudes que precisam de ser cultivadas por todos aqueles que desejam fazer bom uso da Internet; o seu exercício deveria fundamentar-se e ser orientado em conformidade com uma valorização realista dos seus conteúdos.
É necessária a prudência em ordem a observar claramente quais são as suas implicações — o potencial para o bem e para o mal — neste novo instrumento de comunicação e a enfrentar de maneira criativa os seus desafios e as suas oportunidades.
É preciso que haja justiça, de maneira especial para eliminar a divisão digital — o fosso entre as pessoas ricas de informação e as outras que são pobres de informação no mundo de hoje.52 Isto exige o compromisso em benefício do bem comum internacional, não menos do que a « globalização da solidariedade ».53
São necessárias a fortaleza e a coragem. Isto significa que se deve defender a verdade diante do relativismo religioso e moral, o altruísmo e a generosidade perante o consumismo individualista, e o decoro face à sensualidade e ao pecado.
É preciso toda a temperança — uma abordagem disciplinada deste instrumento tecnológico surpreendente, a Internet, a fim de o utilizar de maneira sábia e exclusivamente para o bem.
Ao reflectirmos sobre a Internet, assim como acerca dos outros meios de comunicação social, queremos recordar que Cristo é o « protótipo da comunicação » 54 — a norma e o modelo da abordagem da comunicação, assumida pela Igreja, assim como do conteúdo que a Igreja tem o dever de comunicar. « Oxalá os católicos comprometidos no mundo das comunicações sociais anunciem a verdade de Jesus cada vez mais corajosa e impavidamente sobre os telhados, de tal maneira que todos os homens e mulheres possam ouvir falar do amor que está na autocomunicação de Deus em Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para toda a eternidade ».55
Cidade do Vaticano, 22 de Fevereiro de 2002, Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo.
John P. Foley
Presidente
Pierfranco Pastore
Secretário

Espero que tenham gostado. Um abraço fraterno
Gui Morais.

Benedicat vos omnipotens Deus, Pater, et Filius, + et Spiritus Sanctus.

Abençoe-vos o Deus Todo Poderoso , Pai, e o Filho e o Espírito Santo.